A primeira mesa de debates da Alcar Sul 2018 trouxe os diferentes contextos históricos em que a comunicação se desenvolveu nos países da América do Sul. As pesquisas  realizadas pela professora Virgínia Pradelina da Fonseca (UFRGS), pelo professor Carlos García da Rosa (Universidad Nacional de Misiones – Argentina) e pelo professor João Ivo Puhl (UNEMAT) mapearam as fases da imprensa na Argentina, no Brasil e na Bolívia ao longo das ultimas três décadas. A pesquisadora da UFRGS dividiu o jornalismo brasileiro em dois modelos: o industrial, a partir da década de 1950, e o pós-industrial, a partir da última década do século XX. “Se na primeira fase o jornalista tinha o controle da notícia, os novos gatekeepers hoje são os algoritmos das plataformas de mídias sociais”, afirma. O argentino Carlos García Rosa acredita que o mercado é quem tem regulado a vida pública na maioria do continente americano e ressalta o efeito nocivo dos conglomerados midiáticos. O historiador João Ivo Puhl lembrou que a imprensa local presente na fronteira entre o Brasil e a Bolívia corrobora com a invisibilidade de povos indígenas que habitam a região, como os Chiquitos, adotando a visão dos fazendeiros sobre a posse da terra. “Os Chiquitos bolivianos conquistaram reconhecimento territorial e político desde 1992. No Brasil, eles ainda lutam para ser reconhecidos como indígenas”, destacou.

 

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